Os percebes ou perceves, de nome científico Pollicipes pollicipes(Gmelin, 1790), são crustáceos tal como as lagostas, santolas, cracas ou navalheiras.
Ocorrendo desde a costa Oeste da bretanha até ao Senegal, o seu habitat são as rochas na fronteira entre o mar e a terrra - a zona entre marés, um território difícil, nem sempre acessível mesmo na maré baixa, devido à forte agitação marítima.
Vivem aglomerados, formando as chamadas "pinhas", fixos às rochas, alimentando-se, com os seus cirros, por filtração do zooplâncton e outras partículas alimentares em suspensão na água.
O seu corpo apresenta duas pates diferenciadas: capitulum ou unha e o pedúnculo ou pé, sendo esta última a que lhe dá o seu valor gastronómico. O pedúnculo é revestido por quitina e apresenta espículas calcárias, localizando-se o ovário no seu interior. A unha é revestida por placas calcárias e protege os orgãos digestivos e reprodutores masculinos.
O seu ciclo de vida ...
São animais hermafroditas e têm os dois sexos bem desenvolvidos simultaneamente. Durante a época de reprodução um percebe pode ser macho ou fêmea, e a fecundação é cruzada.
Depois da fecundação ocorrer os ovos são incubados no percebe "fêmea" até eclodirem sob a forma de larva nauplius.
Depois estas larvas são libertadas para a água, onde permanecem sensivelmente dois meses. Durante esse tempo sofrem seis mudas consecutivas até se transformarem numa larva diferente, a cypris. Esta larva irá fixar-se a um substrato, preferencialmetne percebes adultos, onde se transformará num percebe juvenil.
A um percebe adulto podem fixar-se muitas larvas cypris, que crescendo formas as chamadas "pinhas".
Quando destacados do substrato os percebes perdem a capacidade de fixação e morrem.
A gestão ...
Os percebes da Costa Vicentina e do Sudoeste Alentejano são um recurso valioso para as gentes e para a economia local, pore´m este recurso não é inesgotável, epara que não corra risco de extinção necessita de uma gestão adequada.
No Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e em toda a área da Capitania do Porto de Sines, estão em vigor algumas medidas de gestão que visam a exploração racional e uma gestão sustentada deste recurso em termos comerciais (Portaria n.º 385/2006, de 19 de Abril com nova redacção dada pela Portaria n.º 388/2008, de 30 de Maio):
A taxa de recrutamento das alrvas depende não apenas do número de adultos que se reproduz mas também do número de adultos existente na altura da fixação das larvas, que é assim essencial para a manutenção da espécie e para a manutenção de uma popluação explorável.
Nota: A venda de percebe ou de outros produtos da apanha apenas é permitida aos apanhadores profissionais, que são portadores de licença emitida pela Direcção Geral das Pescas e Aquicultura e de autorização para realizarem a sua venda directamente.
De acordo com a Portaria n.º 868/2006, de 29 de Agosto, o produto proveniente da apanha lúdica é exclusivamente destinado ao consumo próprio e não pode ser objecto de comercialização.